Teste de VO2 na Bike ou na Esteira?

Como já vimos, o teste fisiológico de desempenho é essencial pra quem busca um resultado mais seguro e eficiente em seus treinos. É possível vermos também testes muito semelhantes e que possuem o mesmo objetivo, como é o caso do teste de VO2 na bicicleta e na esteira, nos dois conseguimos analisar o VO2 máximo e os limiares, então não é necessário fazer os dois testes?

Na organização de um período de treino de um atleta, ou na periodização de um atleta, temos que seguir alguns princípios básicos para que consigamos chegar ao resultado de forma mais eficiente. Um desses princípios chama-se principio da especificidade, que nada mais é do que montar treinos e avaliações da forma mais próxima possível d a modalidade, ou seja, quem corre tem que avaliar sua corrida, quem pedala tem que ser avaliado em uma bicicleta. Mas e quem faz os dois, um triatleta, por exemplo?

Se um atleta faz os dois, tem que ser avaliado individualmente nos dois, e se possível fazer uma terceira avaliação onde juntamos os dois. Essa necessidade ocorre por que cada modalidade possui uma exigência fisiológica diferente, pois cada uma possui uma técnica diferença, um grupo de músculos atuando diferente, e conseqüentemente, resultados de VO2 diferentes. Logo um resultado de um teste executado na bicicleta não será fidedigno para um corredor ou para a corrida de um triatleta, o mesmo ocorre na esteira, que não é ideal para um ciclista ou para o pedal do mesmo triatleta.

Como citado acima, para triatleta o ideal é executar os dois testes, pois terão valores melhores e individualizados para a periodização do treino. Existe também a possibilidade de executar os dois, sendo um em seguida do outro. Esse teste nos dá a possibilidade de, não somente ver o valor metabólico de cada modalidade, como ter uma visão mais generalizada sobre toda a prova, ou boa parte dela.

Por isso se faz importante executarmos sempre testes com maior especificidade possível, para podermos ter valores mais específicos que ajudaram a ter um foco melhor nos resultados desejados, otimizando assim o trabalho.

Referências

Consumo máximo de oxigênio e limiar anaeróbio determinados em testes de esforços máximo na esteira rolante, bicicleta ergométrica e ergômetro de braço, em triatletas brasileiros -Denadai, Benedito Sérgio; Piçarro, Ivan da Cruz; Russo, Adriana Kowalesky. - Revista paulista de educação física – 1994

Índices de potência e capacidade aeróbia obtidos em cicloergômetro e esteira rolante: comparações entre corredores, ciclistas, triatletas e sedentários - Fabrizio Caputo, Sérgio Garcia Stella, Marco Túlio de Mello e Benedito Sérgio Denadai- Revista Brasileira de Medicina do Esporte - 2003

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