Treino de Força para corredores: sim ou não?

Muitos estudos já comprovaram a eficácia da corrida ou caminhada na melhora de qualidade de vida de uma pessoa, pois ela promove melhora de condicionamento físico, diminuição de gordura e de fatores de risco cardíaco, como a pressão arterial, por exemplo, ou seja, é uma grande aliada no combate da maior epidemia da atualidade, o sedentarismo. Porém com o crescente número de corredores que surgem todos os dias, vemos crescer o número de lesões musculares.

Infelizmente ainda é muito grande o número de pessoas que correm sem orientação, ou que simplesmente julga desnecessário o treinamento de força, afinal, é fácil escutar de um corredor a frase “eu quero correr e não ficar forte”. Vamos lembrar que treino de força não significa necessariamente ganho excessivo de massa muscular, com intensidade, volume e orientação certa, ele serve como preventivo de lesões graves.

Para entendermos melhor vamos exemplificar, quando caminhamos existe uma sobrecarga sobre as articulações de joelho, quadril e tornozelo, essa sobrecarga aumenta quando corremos, sendo assim, estamos colocando mais peso sobre as articulações, peso esse que elas não estavam acostumadas, gerando assim inúmeras lesões. O treinamento de força em corredores consiste em preparar a musculatura para essa sobrecarga, além disso, com força muscular podemos gerar potência, que é importante para aumentarmos a velocidade em um sprint final por exemplo.

Outro fator que vale a pena comentarmos é o fato de que, a cada passada que damos, geramos uma sobrecarga sobre a coluna vertebral também, portanto o fortalecimento de tronco é importante para diminuirmos essa sobrecarga sobre a coluna, evitando dores e lesão nessa região.

Em resumo, o treinamento de força é importante para prevenir lesões, e para melhorarmos desempenho de corredores, desde que bem direcionada. O treino de força de um corredor não é necessariamente o mesmo de uma pessoa que procura aumento de massa muscular, portanto, os corredores podem adiciona-lo ao programa de treino sem medo.

Referências

Relação da potência aeróbica máxima e da força muscular com a economia de corrida em atletas de endurance - Luiz Guilherme Antonacci Guglielmo, Camila Coelho Greco e Benedito Sérgio Denadai – Revista Brasileira de Medicina do Esporte

COMPREENDO E ANALISANDO OS ASPECTOS MORFOFUNCIONAIS DE CORREDORES - Paulo Cesar Nascimento, Edison Roberto de Souza, Universidade Federal de Santa Catarina

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